Uma auditoria realizada pelo Tribunal de Contas do Estado da Paraíba identificou falhas estruturais, problemas na assistência e superlotação em Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da Paraíba. Nenhuma das 18 unidades analisadas atingiu o nível considerado exemplar.
O levantamento apontou irregularidades como ausência de alvarás visíveis na maioria das unidades, além de deficiências na privacidade durante a classificação de risco dos pacientes. Também foram registrados problemas na capacidade de atendimento, com número limitado de assentos e alta ocupação em leitos de emergência e observação.
Outro ponto de atenção é o tempo de permanência dos pacientes. A auditoria constatou pessoas internadas por mais de 24 horas, ultrapassando o limite recomendado para esse tipo de unidade.
Na área pediátrica, nem todas as UPAs possuem estrutura adequada, e a presença de médicos especializados foi considerada insuficiente no momento das inspeções.
No ranking de desempenho, a unidade de Santa Rita apresentou o melhor resultado, com 89% de conformidade. Já a pior avaliação foi registrada na UPA 2B de Campina Grande, com 54%, classificada em nível crítico.
O TCE-PB informou que deve emitir relatórios detalhados e recomendar medidas aos gestores para corrigir as falhas identificadas.
