Caminhoneiros da Paraíba avaliam paralisação e cobram melhorias no setor

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Caminhoneiros da Paraíba podem paralisar as atividades a qualquer momento, em meio à articulação nacional da categoria por melhores condições de trabalho. A possibilidade de greve segue em discussão, enquanto lideranças aguardam reuniões com federações e confederações para definir os próximos passos.

Em nota divulgada nas redes sociais, a Federação Nordeste de Sindicatos de Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Cargas afirmou que o setor enfrenta uma ameaça iminente de paralisação em todo o país. A entidade aponta uma crise estrutural que, segundo o comunicado, tem impactado diretamente a sustentabilidade da atividade.

A federação também declarou apoio à mobilização dos trabalhadores e destacou preocupação com o cenário atual, classificado como de “instabilidade extrema”.

De acordo com a entidade, um dos principais fatores para o agravamento da situação é o aumento no preço do petróleo no mercado internacional, impulsionado por tensões no Oriente Médio. O valor do barril teria subido de US$ 72,48 para US$ 103,42, refletindo diretamente no custo do diesel.

Embora o governo federal atribua a alta recente — estimada em 18,86% no diesel S-10 — ao cenário externo, a federação critica a justificativa. Para a entidade, o contexto internacional não pode encobrir problemas internos e a falta de respostas estruturais para o setor.

A insatisfação reacende o temor de uma nova paralisação semelhante à registrada em Greve dos caminhoneiros de 2018, que durou cerca de 10 dias e provocou impactos significativos na economia nacional, além de pressionar o governo do então presidente Michel Temer.

As negociações continuam, e a decisão sobre uma eventual greve deve depender dos desdobramentos das reuniões previstas nos próximos dias.

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