A Organização Mundial da Saúde declarou emergência de saúde pública de importância internacional após o avanço de um surto de Ebola na República Democrática do Congo e em Uganda.
Segundo autoridades sanitárias, já foram registrados 246 casos suspeitos e mais de 80 mortes relacionadas à doença. O surto está associado à cepa Bundibugyo do vírus.
As autoridades congolesas alertam para o risco de transmissão entre fronteiras, agravado pelo deslocamento populacional e pelos conflitos no leste do país, fatores que aumentam a possibilidade de disseminação da doença.
Uganda confirmou uma morte após um paciente congolês viajar até a capital Kampala em busca de tratamento médico.
O Centro de Controle de Doenças da África informou que há transmissão comunitária ativa e que equipes de saúde intensificaram ações de triagem, rastreamento de contatos e monitoramento epidemiológico.
Moradores da região também relataram aumento no número de mortes. Em entrevista ao jornal britânico The Guardian, o morador Jean Marc Asimwe afirmou que enterros têm ocorrido diariamente na cidade de Bunia.
Este é o 17º surto de Ebola registrado no Congo desde 1976. O anterior havia sido encerrado em dezembro do ano passado.
A OMS, o Africa CDC e o Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos atuam em conjunto para conter o avanço da doença, com reforço em vigilância, exames laboratoriais e equipes de emergência.
Os sintomas do Ebola podem surgir entre dois e 21 dias após a infecção e incluem febre alta, dores de cabeça, cansaço extremo e outros sinais semelhantes aos de uma gripe.
