Por unanimidade, ministros da Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) decidiram manter a prisão preventiva de Jair Bolsonaro (PL). O ex-presidente foi preso no sábado (22), após a Polícia Federal (PF) detectar violação da tornozeleira eletrônica. Cármen Lúcia foi a última a votar.
A decisão foi do ministro Alexandre de Moraes que também alegou movimentos dos filhos de Jair Bolsonaro que ofereciam risco à ordem pública. O ministro citou o vídeo do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), em que convocava apoiadores para uma vigília na frente do condomínio em que o ex-presidente cumpria prisão domiciliar.
Embora os votos já tenham sido contabilizados, apenas os ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino publicaram o teor dos votos. Cristiano Zanin e Cármen Lúcia ainda não liberaram os documentos no sistema.
Embora o ex-presidente esteja detido na superintendência da PF em Brasília, a prisão preventiva não está ligada diretamente ao processo em que foi condenado por tentativa de golpe.
Caso isso ocorra, o próprio ministro-relator do caso, decidirá pelo cumprimento da pena e se a prisão será em regime fechado ou domiciliar. O pedido domiciliar já havia sido negado pela Suprema Corte na semana passada. A alegação dos advogados era a questão de saúde do ex-presidente.
Com NDMais
