Quatro hospitais e uma clínica oftalmológica de Campina Grande estão com dificuldade para manter o atendimento dos usuários do SUS diante dos atrasos nos repasses de recursos por parte da prefeitura de Campina Grande.
Os hospitais relatam um “colapso financeiro” e dizem que tentam uma conversa com o prefeito desde o mês de agosto – mas sem sucesso.
“Cumpre destacar que o primeiro expediente requerendo audiência com Vossa Senhoria foi protocolado em 04 de agosto deste ano. Além disso, representantes das entidades compareceram ao Gabinete do Prefeito e buscaram contato por meio de assessores e autoridades eleitas, sem êxito”, diz o ofício.
As entidades lembram que em maio foi firmado um TAC junto ao Ministério Público, buscando evitar novos atrasos, mas o acordo não estaria sendo cumprido pela gestão municipal.
“Dessa forma, para preservar minimamente a sobrevivência das entidades, informamos que, caso não haja providências imediatas para regularizar os pagamentos e promover reunião com as instituições signatárias a fim de discutir soluções para a crise, os serviços poderão ser paralisados a partir de 30 de setembro de 2025”, alertam os hospitais.
A situação é tão grave que, de acordo com as direções, a maioria dos hospitais “sequer conseguiu efetuar o pagamento dos salários de seus funcionários, afetando diretamente cerca de 2.000 famílias que dependem do trabalho nestas instituições”.
O caso se soma a duas ações propostas semana passada pelo Ministério Público, questionando o descumprimento de TAC’s firmados com órgão. As ações apontam falhas em setores do Hospital Pedro I e do Isea, inclusive nos Centros Cirúrgicos.
Com Redação/Jornal da Paraíba
