Greve na UEPB atinge mais de18 mil estudantes da Paraíba

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Mais de 18 mil alunos, de forma presencial e online, são afetados a partir desta segunda-feira (22) com a greve na Universidade Estadual da Paraíba (UEPB). A greve está sendo organizada pela Associação dos Docentes da Universidade Estadual da Paraíba (ADUEPB) e abrange todos os oito campi da instituição.

A greve foi deflagrada na última sexta-feira (19) e a professora Elisabete Vale, presidente da associação, explicou que a paralisação tem as seguintes pautas:

  • Pagamento retroativo das progressões;
  • Recomposição do orçamento, de acordo com com a sua lei de autonomia;
  • Concurso público e convocatória dos dos professores que compõem o cadastro de de reserva, aprovados no último concurso e recomposição salarial.

Em relação ao retroativo das progressões, Elisabete afirmou que as mesmas foram congeladas entre 2016 e 2023, abrangendo também a gestão do ex-governador Ricardo Coutinho (PT).

“Nosso PCCR garante que cada professor, professor ou servidor, desde que cumpridas as exigências, cada interesse, ele pode progredir na carreira e aí tem um valor acrescido. Então durante 2016 a 2023 essas progressões foram congeladas. Quando Ricardo Coutinho saiu, pagou dois anos, mas permaneceu congelado. Quando o governador João assumiu, permaneceu congelado, ele desbloqueava de dois em dois anos. Só que não pagava o valor, correspondente”, disse.

Conforme a professora Elisabete, dados da própria instituição trazem que foi gerado um passivo em torno de R$ 75 milhões.

UEPB, em Campina Grande.
UEPB, em Campina Grande. (foto: divulgação/UEPB)

“Segundo dados da gestão da universidade, em torno de 75 milhões, de todos os servidores, de todos os de todos os servidores, professores e técnicos. Isso são valores que variam, de cada um, no ponto da carreira”, explicou.

Segundo ela, no primeiro processo de negociação o governado apresentou uma proposta de aplicar um deságio  de 40% do valor e parcelar em 60 meses, que não foi aceita pela categoria. Em seguida, o governado flexibilizou o pagamento em 42 meses, mas mantendo o deságio.

“A categoria não aceitou, isso não foi judicializado, não teve trânsito em julgado para ele aplicar a lei de precatórios. E a categoria não aceitou”, detalhou à reportagem.

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