O candidato ao Governo da Paraíba, Cícero Lucena (MDB), ingressou com uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) no Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) contra o governador e candidato à reeleição, Lucas Ribeiro (PP), e o ex-governador João Azevêdo (PSB), que disputa uma vaga no Senado. A ação, divulgada nesta quinta-feira (10), aponta suposto abuso de poder político e econômico e o uso de condutas vedadas durante o ano eleitoral. A campanha pede a inelegibilidade dos citados por oito anos e a cassação dos registros ou diplomas.
Segundo a petição, dados do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PB) indicam que 6.547 pessoas sem vínculo com a administração estadual ao fim de 2025 foram admitidas em 2026 e ainda constavam na folha de pagamento de julho. Desse total, 5.103 contratações estariam concentradas na Secretaria de Estado da Educação. O documento também aponta que a despesa mensal com pessoal teria passado de R$ 923,3 milhões, em junho de 2025, para R$ 1,13 bilhão, em julho de 2026. A ação cita ainda uma recomendação do Ministério Público Eleitoral sobre o percentual de servidores temporários e afirma que outras 2.176 pessoas foram contratadas após o alerta.
Além de Lucas Ribeiro e João Azevêdo, a ação cita a candidata a vice-governadora e cinco secretários e ex-secretários do governo. A campanha de Cícero também solicita, em caráter de urgência, medidas para impedir o aumento do percentual de servidores temporários e, alternativamente, suspender novas admissões em áreas específicas das secretarias de Educação, Saúde e Desenvolvimento Humano, com exceções previstas na petição. Em nota, as campanhas de Lucas Ribeiro e João Azevêdo afirmaram que ainda não foram notificadas oficialmente e reafirmaram a regularidade dos atos da gestão. O caso será analisado pelo Gabinete da Corregedoria Regional Eleitoral do TRE-PB.
