Sem segurança sobre o número de votos necessários para aprovar a PEC que prevê o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho, a base do governo no Senado decidiu não levar a proposta ao plenário nesta quarta-feira (2). Com isso, a votação deve ficar para depois do primeiro turno das eleições, marcado para outubro.
Segundo o líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AC), a oposição teria atuado para esvaziar o plenário e impedir a votação. Ele citou a participação dos senadores Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Rogério Marinho (PL-RN). Na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), quatro dos 27 senadores presentes votaram contra a proposta: Rogério Marinho, Hamilton Mourão (Republicanos-RS), Tereza Cristina (PP-MS) e Jaime Bagattoli (PL-RO). A PEC, no entanto, foi aprovada de forma simbólica.
A PEC 221/2019 prevê dois dias de descanso remunerado por semana, sem redução salarial, e diminui a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, com período de transição de 14 meses. Para ser aprovada no plenário, a proposta precisa receber pelo menos 49 votos favoráveis, em dois turnos. Diante da falta de garantia sobre o apoio necessário, o governo e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), consideraram mais seguro adiar a votação para evitar uma possível derrota.
