A Polícia Civil da Paraíba concluiu o inquérito que investigava o chamado Caso ISEA, envolvendo a morte da gestante Maria Danielle Cristina Morais Sousa, de 38 anos, e do bebê Davi Elô, em Campina Grande.
Ao final das investigações, quatro médicos obstetras e duas enfermeiras foram indiciados. Segundo a polícia, os elementos reunidos apontam condutas omissivas, negligentes e imprudentes durante o atendimento prestado à paciente, cuja gestação era considerada de alto risco.
A apuração reuniu prontuários médicos, documentos de pré-natal, relatórios técnicos e diversos laudos periciais. Entre as irregularidades apontadas estão demora na adoção de medidas urgentes, falhas na condução do parto e relatos de violência verbal e psicológica contra a gestante durante o internamento.
Os laudos concluíram que a morte do bebê ocorreu em decorrência de uma ruptura uterina associada à condução inadequada do parto e que uma intervenção cirúrgica realizada em tempo oportuno poderia ter evitado o desfecho fatal.
Em relação à morte de Maria Danielle, ocorrida dias depois, as perícias apontaram complicações relacionadas a uma condição genética preexistente, agravada pelos acontecimentos registrados durante o atendimento. A investigação não identificou responsabilidade criminal dos profissionais que atuaram na cirurgia de emergência realizada posteriormente.
O caso foi encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público, que deverão analisar as medidas legais cabíveis.
