Um relatório da Rede Multiatores MUDE com Elas, elaborado pelo Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades com base em dados da PNAD Contínua, aponta que mulheres negras jovens continuam registrando os piores indicadores do mercado de trabalho brasileiro.
Segundo o estudo, apesar da melhora em índices de renda e educação, persistem desigualdades estruturais relacionadas a desemprego, informalidade e desalento entre mulheres negras de 14 a 29 anos.
Na faixa de 14 a 17 anos, a taxa de desocupação chega a 24,7%. Entre 18 e 24 anos, o índice é de 16,5%, enquanto entre 25 e 29 anos alcança 10,3%, percentual quase duas vezes maior que o registrado entre mulheres brancas da mesma faixa etária.
Os pesquisadores destacam que a transição entre escola e trabalho continua sendo um dos momentos de maior vulnerabilidade para as jovens negras no país.
