A Polícia Civil da Paraíba abriu um inquérito para investigar denúncias de assédio sexual envolvendo alunas da Escola Estadual Nestorina Abrantes, no município de Lastro, no Alto Sertão paraibano.
Segundo as investigações, ao menos dez estudantes relataram ter sofrido assédio ao longo de mais de um ano. Sete das vítimas são menores de idade.
Os relatos apontam dois suspeitos: um comerciante que trabalhava próximo à escola e o vigilante da própria unidade de ensino.
De acordo com as denúncias, os episódios teriam ocorrido tanto dentro quanto fora do ambiente escolar.
A mãe de uma das estudantes afirmou que a filha foi vítima de assédio em duas ocasiões envolvendo o comerciante investigado.
Em entrevista, o advogado Ozael Fernandes, responsável pela defesa do comerciante, declarou que o cliente é inocente.
Já em relação ao vigilante, o diretor da escola, Vanilson Pinto, informou que o colaborador foi afastado das atividades após as denúncias.
Segundo a Polícia Civil, vítimas, familiares, professores e integrantes da gestão escolar devem ser ouvidos durante a investigação.
Até o momento, nenhum dos suspeitos foi preso.
Em nota, a Secretaria de Estado da Educação da Paraíba informou que tomou conhecimento do caso na terça-feira (26) e destacou que a direção da escola acionou o Conselho Tutelar após receber as denúncias.
A secretaria também informou que as aulas seguem ocorrendo normalmente na unidade escolar.
